CONTATO

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MINHA PARTICIPAÇÃO NA 3ª EDIÇÃO DO TERRA VIVA - POR UM MUNDO MELHOR, FALANDO SOBRE" TAI CHI CHUAN "

MINHA PARTICIPAÇÃO NA 3ª EDIÇÃO DO TERRA VIVA - POR UM MUNDO MELHOR, FALANDO SOBRE" TAI CHI CHUAN "

"É NA BUSCA POR UM ALENTO QUE SURGE ESSE PENSAMENTO: PARTILHAR NUNCA SERÁ EM VÃO"

MUITA PAZ A TODOS!! ESPERO QUE DESFRUTEM DESSE HUMILDE ESPAÇO.
"Não ame simplesmente o que você faz, ame o próximo! Ame a pessoa que está à sua frente, que o procura com seus dramas e desejos. Existe um ser humano à sua frente que precisa se sentir importante. Quem trabalha com amor e por amor jamais vai tratar os outros como coisas ou como partes de uma engrenagem."

"Harmonizar nossas personalidades é o maior desafio que podemos encarar. As três qualidades que nos permitem melhor alcançar este desafio são: amor, misericórdia e perdão. Primeiro e mais do que tudo, para nós mesmos. Seja misericordioso e perdoe a si mesmo. E com amor, esqueça as coisas do passado e siga adiante. Então você será capaz de ter sentimentos reais de perdão e amor pelos outros. Esta é a forma mais verdadeira de ajuda"

MINHA NOVA SALA DE ATENDIMENTO PARA ALÍVIO DE DORES EM GERAL, NA REGIÃO DA AV PAULISTA

MINHA NOVA SALA DE ATENDIMENTO PARA ALÍVIO DE DORES EM GERAL, NA REGIÃO DA AV PAULISTA
RUA ITAPEVA, PROXÍMO AO METRÔ TRIANO, AO LADO DA FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS

Quem tenta ajudar uma borboleta a sair do casulo a mata. Quem tenta ajudar um broto a sair da semente o destrói. A certas coisas que não podem ser ajudadas. Tem que acontecer de dentro pra fora.
Rubem alves


"Ser feliz sem motivo é a mais autêntica forma de felicidade"
Carlos D. de Andrade

"A melhor maneira de se começar o dia é imaginar como podemos dar alegria a pelo menos uma pessoa" Friedrich Nietzche

"Não há projeto senão o da Paz, do Amor, da Alegria. Todos os outros planos são fúteis"
Pierre Lévy

" O conformismo é carcereiro da liberdade e o inimigo do crescimento"
John Kennedy


A magia do Toque

Tocar alguém é como descobrir este alguém. Através do toque, podemos sentir, de fato, a presença física de algum objeto ou pessoa. Não é à toa que as crianças, ao pedirem para ver alguma coisa, imediatamente querem tocar. E os adultos, também imediatamente, comentam: "para ver não é preciso pôr a mão!" será que não ?!
Depende da profundidade com que se quer ver! Quando tocamos alguém, conseguimos experimentar e vivenciar este alguém. E as crianças nada mais querem ( e precisam) que experimentar, sentir, descobrir e viver a vida e sensações que ela pode oferecer.
Por isso e por muito mais, tocar é mágico! Assim como também é mágico deixar-se tocar, pois através desde contato essencial, pode-se chegar à alma de quem toca e de quem deixa-se tocar.
A mão sabe!
A mão sabe mesmo, e sabe muito. Sabe mais que o intelecto, porque experimenta. As mãos estão nas extremidades dos braços, são membros que partem da linha do coração, é a continuação do centro cardíaco. O coração é a mente maior, é a inteligência pura.
As pessoas têm a errônea impressão de que devem consultar seu intelecto quando têm algum problema, no entanto, o intelecto é apenas um gerenciador de "arquivos", ou seja, de memórias, de vidas. Mas a vida em si está no coração de cada um.
As mãos estão repletas de energias e , ao tocar alguém, há uma troca de vibrações personalizadas. Portanto, a postura de quem toca deve estar livre para que este canal de doação e recepção esteja aberto e limpo. Para que as mão falem a linguagem do amor e da compaixão e para liberar esta energia contida no coração, é preciso humildade, Quem toca deve se encher de simplicidade e mentalizar: " Eu não sei nada!"
O toque transformador deve estar pleno de humildade. A palavra humildade vem do prefixo hummus, que significa fertilidade da terra - aquela que esta vazia e pronta para receber

Pele e Psiquismo

Tocar faz a diferença

A pele é o órgão de transformação de estímulos físicos em comunicadores químicos e em estados psicológicos. Em qualquer época da vida, um contato terno e amoroso na pele produz a sensação de apoio, consolo, companhia e presença amiga; um contato rude e agressivo faz a pessoa sentir-se rejeitada, desprezada, invadida e provoca-lhe reação de defesa ou raiva.
Portanto, a pele, além de órgão envoltório do organismo, com múltiplas funções de proteção e equilíbrio, informa o sistema nervoso permanentemente sobre o que se passa no ambiente e gera imagens mentais, emoções e sentimentos o tempo todo.
Todo estímulo que ela recebe origina algum estado interior. E isso não se limita ao óbvio, como temperatura, tato e pressão, para os quais existem receptores nervosos na estrutura da pele. Mesmo ondas sonoras são percebidas; qualquer tipo de som é captado não só pelos ouvidos, mas por todo o corpo. O musicoterapeuta Stephen Halpern conta, no livro Som Saúde, que duas pessoas surdas foram levadas a uma boate por um amigo e, apesar de não possuírem audição, depois de certo tempo decidiram sair daquele local, porque estavam sentindo dores no corpo provocadas pelo som elevado.

A couraça muscular

Fato impressionante, porém, é o endurecimento que as pessoas sofrem através da vida, o qual torna sua pele quase insensível aos estímulos físicos. Primeiro, por causa das restrições, das proibições, das limitações, dos nãos e das manipulações através do medo, da vergonha e da culpa, todos fatores geradores de estresse e, conseqüentemente, de tensão muscular e cutânea; depois, pela sexualização do contato físico, também estressante, imposta por informações viciosas passadas pelos pais, por educadores e pelas religiões.
Essas tensões, repetidas e acumuladas nas aponeuroses, nos músculos e na pele, acabam por endurecer a tal ponto esses tecidos que formam o que Wilhelm Reich chamou "couraça muscular do caráter": a pessoa praticamente anestesia sua pele e não consegue sentir o contato amoroso ou o repele por sentir-se amedrontado por ele.
Isso causa um enorme prejuízo emocional à pessoa, porque a necessidade de contato físico, essencial na infância, permanece por toda a vida e faz o ser humano sentir-se vivo. E o primeiro ambiente onde as pessoas podem aprender a tocar-se é a família. Lamentavelmente é aí que elas aprendem a não tocar nem ser tocadas pelos motivos mencionados.
A falta de contato físico entre as pessoas isola-as nos seus envoltórios cutâneos e faz com que percam a percepção do amor dos familiares e amigos, que são essenciais ao bom funcionamento orgânico. Entre os adultos só se entende e aceita contato físico por interesse sexual, mesmo que seja praticado maquinalmente. Nas prisões, o pior castigo é a solitária, onde o detido fica privado de qualquer tipo de contato com outro ser humano.
Essa exigência básica da natureza humana faz com que todos os indivíduos anseiem sempre por contato de qualquer tipo, visual, auditivo ou tátil para se sentirem reconhecidos como pessoas. Desses três tipos, o mais intenso é sem dúvida o contato pele a pele, seja por um aperto de mão, por uma carícia suave ou por um abraço; quando o indivíduo está fechado para esse tipo de estímulo, um contato agressivo ainda é menos ruim do que nada, pelo menos ele está sendo reconhecido.
Os poucos que estão abertos ao contato espontâneo, os que consideram o contato como natural e benéfico, têm mais possibilidades de praticar atos tão lúdicos e prazerosos como dançar com parceiro ou parceira e estão mais aptos a ter atividade sexual consciente e satisfatória.

Toque e equilíbrio

Por isso é fundamental para a vida equilibrada que as pessoas toquem as outras, aceitem ser tocadas pelas outras e toquem a si mesmas. Para tal é preciso dessexualizar o contato físico e tocar como simples reconhecimento do outro, para transmitir amor, amizade e estímulo, e aceitar o mesmo da parte dos outros.
Assim também é imprescindível que a pessoa toque a si mesma praticando a automassagem, método da medicina chinesa, que estimula todos os órgãos através de pontos de ativação dos meridianos, presentes na superfície da pele. A automassagem coloca o ser humano em contato com sua própria existência e concorre para a formação de uma autoimagem positiva.
Portanto, o toque na pele, o contato com a superfície cutânea, por meio do sistema constituído por terminações nervosas, vasos, células imunitárias e comunicadores químicos faz a diferença entre uma vida com bons relacionamentos e uma vida de isolamento e depressão.

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

ESCOLHAS


Você pode curtir ser quem você é, do jeito que você for, ou viver infeliz por não ser quem você gostaria. 
Você pode assumir a sua individualidade, ou reprimir seus talentos e fantasias, tentando ser o que os outros gostariam que você fosse. 
Você pode produzir-se e ir se divertir, brincar, cantar e dançar, ou dizer em tom amargo que já passou da idade ou que essas coisas são fúteis e não ficam bem para pessoas sérias e bem situadas como você. 
Você pode olhar com ternura e respeito para si próprio e para as outras pessoas, ou com aquele olhar de censura, que poda, pune, fere e mata, sem nenhuma consideração para com os desejos, limites e dificuldades de cada um, inclusive os seus. 
Você pode amar e deixar-se amar de maneira incondicional, ou ficar se lamentando pela a falta de gente à sua volta. 
Você pode ouvir o seu coração e viver apaixonadamente ou agir de acordo com o figurino da cabeça, tentando analisar e explicar a vida antes de vivê-la. 
Você pode deixar como está para ver como é que fica ou com paciência e trabalho conseguir realizar as mudanças necessárias na sua vida e no mundo à sua volta. 
Você pode deixar que o medo de perder paralise seus planos ou partir para a ação com o pouco que tem e muita vontade de ganhar. 
Você pode amaldiçoar sua sorte, ou encarar a situação como uma grande oportunidade de crescimento que a Vida lhe oferece. 
Você pode mentir para si mesmo, achando desculpas e culpados para todas as suas insatisfações, ou encarar a verdade de que, no fim das contas, sempre você é quem decide o tipo de vida que quer levar. 
Você pode escolher o seu destino e, através de ações concretas caminhar firme em direção a ele, com marchas e contramarchas, avanços e retrocessos, ou continuar acreditando que ele já estava escrito nas estrelas e nada mais lhe resta a fazer senão sofrer. 
Você pode viver o presente que a Vida lhe dá, ou ficar preso a um passado que já acabou - e portanto não há mais nada a fazer - ou a um futuro que ainda não veio - e que portanto não lhe permite fazer nada . 
Você pode ficar numa boa, desfrutando o máximo das coisas que você é e possui, ou se acabar de tanta ansiedade e desgosto por não ser ou não possuir tudo o que você gostaria. 
Você pode engajar-se no mundo, melhorando a si próprio e, por conseqüência, melhorando tudo que está à sua volta, ou esperar que o mundo melhore para que então você possa melhorar. 
Você pode celebrar a Vida e a Energia Universal que o criou, ou celebrar a morte, aterrorizado com a ideia de pecado e punição. 
Você pode continuar escravo da preguiça, ou comprometer-se com você mesmo e tomar atitudes necessárias para concretizar o seu Plano de Vida. 
Você pode aprender o que ainda não sabe, ou fingir que já sabe tudo e não precisa de aprender mais nada. 
Você pode ser feliz com a vida como ela é, ou passar todo o seu tempo se lamentando pelo que ela não é. 
A escolha é sua. 
E o importante, é que você sempre tem escolha. 
Pondere bastante ao se decidir, pois é você que vai carregar - sozinho e sempre - o peso das escolhas que fizer.


DIFERENÇAS - pensemos nisso!



Um sujeito estava colocando flores no túmulo de um parente, quando vê um chinês colocando um prato de arroz na lápide ao lado. Ele se vira para o chinês e pergunta:
- Desculpe, mas o senhor acha mesmo que o defunto virá comer o arroz?
E o chinês responde:
- Sim, quando o seu vier cheirar as flores!!!

"RESPEITAR AS OPÇÕES DO OUTRO, EM QUALQUER ASPECTO, É UMA DAS MAIORES
VIRTUDES QUE UM SER HUMANO PODE TER."
"AS PESSOAS SÃO DIFERENTES, AGEM DIFERENTE E PENSAM DIFERENTE.
NUNCA JULGUE. APENAS COMPREENDA!!"

quinta-feira, 19 de junho de 2014

O QUE É TAI CHI CHUAN (TAIJIQUAN)?



Considerado um estilo primário de arte marcial chinesa, o Tai Chi Chuan (Taijiquan) é uma forma de meditação em movimento bastante conhecida por seus benefícios para a saúde e para a longevidade. Marcado pela presença de movimentos lentos, ele é amplamente praticado por grupos de pessoas que invadem as praças e parques na China e em outras partes do mundo dispostos a iniciar o dia com equilíbrio e autoconsciência.
Isso porque no Tai Chi Chuan a pessoa é ensinada a ter consciência do seu próprio equilíbrio, aumentando sua capacidade de identificar aquilo que afeta seu corpo e sua mente e auxiliando no desenvolvimento de habilidades para moderar os extremos do comportamento.
A teoria e prática do Tai Chi Chuan são formuladas de acordo com os princípios da Medicina Tradicional Chinesa. Isso quer dizer que seus princípios filosóficos remetem, principalmente, ao Taoísmo e à Alquimia Chinesa. No Tai Chi Chuan fica evidente que a rotina de exercícios que se assemelham à meditação é marcada pela relação de Yin e Yang. Além disso, os Cinco Elementos, o Ba Gua (Oito Trigramas), o Livro das Mutações (I Ching) e o Tao Te Ching de Lao Tse também são algumas de suas principais referências para a compreensão de seus fundamentos filosóficos.
Os textos clássicos do Tai Chi Chuan escritos pelos mestres orientam, principalmente, a vencer o movimento através da quietude, vencer a dureza através da suavidade/flexibilidade e vencer o rápido através do lento. Daí a característica lenta e suave de seus movimentos que são uma excelente opção para lidar com o estresse e o ritmo veloz das grandes cidades. A idéia é desacelerar para viver com tranquilidade e equilíbrio.

O Tai Chi Chuan é também utilizado como treinamento físico e se caracteriza por movimentar as articulações promovendo o relaxamento ao invés da tensão muscular. Sua característica lenta e repetitiva é responsável por aumentar e abrir a circulação interna, ou seja, a respiração, o calor corporal, o sangue, promovendo uma reversão direta dos efeitos físicos do estresse no corpo humano de forma duradoura. A proposta é reverter a energia presente em cada ser vivo e aplicá-la diretamente em sua vida, família, carreira, relacionamentos, etc.
Apesar de ter suas raízes na China, o Tai Chi Chuan é atualmente uma arte praticada no mundo todo. No ocidente, ele é apreciado especialmente por sua relação com a meditação e com a promoção da saúde, oferecendo tranquilidade e equilíbrio para encarar o dia a dia.

QUAIS SÃO OS BENEFÍCIOS DO TAI CHI CHUAN (TAIJIQUAN)?



O Tai Chi Chuan (Taijiquan) é uma arte milenar de origem oriental capaz de equilibrar tanto a mente quanto o corpo. Utilizando técnicas específicas para a obtenção de estados mentais de tranquilidade, a prática constante do Tai Chi Chuan tem impacto direto na prevenção e na cura de doenças.
Sua prática integra o corpo e a mente, a respiração e o movimento, as mãos e os pés. A mente (Yi) é usada para dirigir a energia (Chi) e movimenta os membros do corpo, fazendo com que o sangue circule e auxiliando no funcionamento adequado dos órgãos internos.
Além disso, ele é composto de movimentos abertos, redondos e relaxados, capazes de estabilizar o equilíbrio das forças vitais do organismo (a união entre as forças vitais Yin e Yang). É por isso que a prática ajuda o corpo a executar suas funções de maneira eficiente. Através de uma série de movimentos suaves, aprendemos o segredo da "imunidade contra doenças degenerativas".
A prática do Tai Chi Chuan afeta diretamente o Sistema Nervoso Central e é capaz de melhorar os outros nove sistemas orgânicos do corpo: sistema esquelético, sistema muscular, sistema circulatório, sistema linfático, sistema excretor, sistema endócrino, sistema nervoso, sistema digestivo e órgãos sensoriais.

Principais benefícios do Tai Chi Chuan (Taijiquan):
- aumento da vitalidade, dando mais energia e disposição;
- fortalecimento do sistema nervoso;
- aumento da atenção e concentração mental;
- desenvolvimento pleno do potencial mental e espiritual;
- equilíbrio total de todos os sistemas orgânicos do corpo;
- conquista da serenidade e o equilíbrio das emoções;
- auxilia na prevenção e redução do estresse e a sobrecarga mental;
- aumento da flexibilidade, proporcionando um relaxamento muscular em todo o corpo;
- fortalecimento do sistema imunológico ajudando na prevenção de doenças;
- superação dos medos e limites.

Dica para iniciantes:
1 – É importante praticar com regularidade e persistência, procurando dominar os movimentos para que os benefícios sejam maiores;
2 - Sempre que possível, treine em ambientes naturais. O ar fresco e o contato com a natureza são importantes e ajudam a alcançar o equilíbrio;
3 - O ideal é praticar logo de manhã, ao nascer do sol, na chamada hora da energia criativa;
4 – Devido à natureza mental do Tai Chi Chuan, é importante permanecer relaxado e alegre durante o treinamento;
5 - Usar roupas e calçados confortáveis para facilitar o fluxo da energia pelo corpo. É interessante retirar objetos como relógio, anéis e pulseiras;
6 - Respire e se movimente suave e naturalmente, criando uma harmonia no fluxo da energia;
7 - Seja gentil e generoso com as pessoas que estejam praticando com você.

O TAI CHI CHUAN É CAPAZ DE REDUZIR TENSÃO E ESTRESSE?



Sim. Os especialistas garantem que a atividade física é imprescindível para o controle da tensão e do estresse. Exercitar o corpo dá mais energia para o dia-a-dia e melhora o sono e a libido, além de incentivar o funcionamento do sistema imunológico.
A prática regular do Tai Chi Chuan, que é uma atividade física de baixo impacto, é capaz de controlar os sintomas do estresse, pois os exercícios queimam a adrenalina em excesso liberada durante o nervosismo. E com a adrenalina sob controle, a pressão fica estabilizada e o coração desacelera.
Os sedentários, que sofrem mais diante de momentos de tensão, são mais propensos a problemas de pressão alta, taquicardia e respiração ofegante em decorrência de estresse.
Isso porque a adrenalina acaba permanecendo mais tempo do que o devido na corrente sanguínea, prejudicando a saúde e diminuindo a imunidade. E com o corpo sem defesas, as doenças podem se instalar mais facilmente.
Vale lembrar que a prática do Tai Chi Chuan também reduz os níveis de colesterol e de triglicérides no sangue, fatores de risco para o entupimento das artérias. Então, o que você está esperando para começar a se mexer?
Para combater e prevenir a tensão e o estresse, a prática do Tai Chi Chuan proporciona:
1) Através da prática do Tai Chi Chuan, a mente passa a comandar o corpo e a respiração, fazendo com que os batimentos cardíacos e a circulação sanguínea, gradativamente, encontrem um estado de relaxamento.
2) Os exercícios de alongamentos dos tendões são extremamente benéficos, pois os tendões são o caminho da energia. Para tanto, o estímulo das extremidades é imprescindível, uma vez que ele é capaz de promover a ligação dos meridianos e o desbloqueio dos pontos de energia, beneficiando todo o organismo.
3) Além dos exercícios para a saúde, a prática do Tai Chi Chuan mantém uma respiração lenta e contínua, sem interrupção, e vem sendo aplicada nos tratamentos anti-estresse, uma vez que é considerada uma meditação em movimento capaz de tranquilizar a mente e as emoções.
4) Os exercícios internos são práticas para cultivar e manter a Energia Vital. Com o fortalecimento e preservação da Energia Vital, todo o organismo funciona em equilíbrio, regularizando a produção hormonal e de substâncias químicas que são importantíssimas para saúde do indivíduo.

A PRÁTICA DO TAI CHI CHUAN É BENÉFICA PARA PACIENTES COM PROBLEMAS CARDÍACOS?



Sim. Segundo uma pesquisa realizada por cardiologistas da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, a prática do Tai Chi Chuan (Taijiquan) tem impacto direto no sistema cardiovascular e na pressão sanguínea. Os pesquisadores apontam que uma sessão de Tai Chi Chuan pode beneficiar o coração tanto quanto uma boa caminhada.
Para chegar ao resultado, o estudo comparou a pressão de pacientes com o hábito de caminhar toda manhã com a de cardíacos que passaram a praticar a arte oriental. E o resultado surpreende: ambos os grupos empataram em matéria de benefícios. A pesquisa indica que movimentos lentos podem baixar a pressão arterial, normalizando sua função.
E não é só isso. Segundo um estudo publicado no “Periódico da Sociedade Americana de Geriatria” em março de 1999, a prática do Tai Chi Chuan ajuda na redução da pressão alta. Os pesquisadores investigaram idosos que praticaram Tai Chi Chuan durante 12 semanas. Os resultados apontam redução significativa da pressão sanguínea.
O estudo, conduzindo pela Dr. Deborah Rohm, da Universidade John Hopkins, pesquisou 62 pessoas adultas sedentárias, com idades entre 60 e 80 anos e dependentes de medicamentos para controle da pressão sanguínea.
Os participantes foram divididos aleatoriamente em dois grupos: um que praticava Tai Chi Chuan com intensidade leve por 12 semanas e outro que praticava moderadamente exercícios aeróbicos, dentro do mesmo período.
Os resultados confirmam que tanto os praticantes de Tai Chi Chuan quanto o grupo de exercícios aeróbicos tiveram reduções parecidas e significantes na pressão sanguínea.

O QUE É QIGONG (CHI KUNG)?



A palavra Qigong significa “trabalho sobre o sopro vital” (Qi é bastante traduzido como energia ou “sopro vital” e Gong significa trabalho). É por isso que o termo Qigong (chi kung) pode ser aplicado para designar qualquer exercício que vise influenciar a circulação da energia no corpo humano.
Desde os tempos antigos, mais precisamente na época da etnia Yao, já se acreditava que a dança era capaz de fortalecer a saúde. Com o passar do tempo, algumas danças evoluíram para exercícios físicos e terapias envolvendo a respiração, dando origem ao Qigong.
Variações
Existe uma grande variedade de exercícios de qigong (chi kung) que derivaram de tradições diversas. Muitos deles são fáceis de executar e não oferecem riscos, outros exigem preparo e podem até ser causar danos ao praticante se não forem executados corretamente. É por isso que a prática do Qigong deve ser acompanhada de perto por um especialista, que irá ajudar o iniciante a definir o objetivo almejado.
Há, desta forma, três categorias de exercícios de Qigong: o terapêutico visa melhorar a saúde do praticante; o Qigong marcial procura fortalecer o físico do praticante, melhorando seu desempenho e minimizando os danos causados pelos golpes; já o Qigong religioso tem o objetivo de treinar a mente do praticante, que deverá atingir determinados estados de concentração e melhorar seu desempenho na meditação.
Para aqueles que desejam iniciar-se na prática do Qigong, é importante saber que a maioria dos exercícios emprega visualizações, direção da atenção mental, e controle respiratório como técnicas que podem ser empregadas com graus diversos de intensidade e combinadas ou não com exercícios físicos. Isso explica os benefícios mentais que a atividade proporciona.

QUAIS SÃO OS BENEFÍCIOS DO QIGONG (CHI KUNG)?



Inúmeras pesquisas indicam que o Qigong é amplamente benéfico para o corpo e sua prática é capaz de alterar as funções fisiológicas, melhorando a saúde, prevenindo doenças e mantendo o bem-estar.
Isso acontece por que ele é capaz de tonificar os músculos, ossos e órgãos, corrigindo a postura e o equilíbrio, o que o torna uma excelente opção de atividade para os idosos. Ele também auxilia na flexibilidade e no desenvolvimento da coordenação, fazendo com que seus praticantes possam executar as atividades diárias com mais energia e disposição.
As pesquisas também indicam que o Qigong é capaz de melhorar o equilíbrio da pressão arterial, aumentar a capacidade respiratória, a imunidade e o desempenho das funções digestivas, fazendo com que seus praticantes possam absorver melhor os nutrientes provenientes da alimentação.
E não é só isso: a prática regular do Qigong promove o relaxamento corporal, o equilíbrio do sono e a diminuição da frequência cardíaca, sendo um importante aliado para lidar com o estresse e a tensão do dia a dia.
Na esfera emocional, o Qigong é capaz de purificar emoções negativas como a ansiedade, a raiva ou o medo, promovendo a paz e a felicidade interior. Isso acontece porque a prática do Qigong atua no Sistema Nervoso Central através da liberação de “neurotransmissores da alegria” como a serotonina.
Além disso, os exercícios são capazes de diminuir a liberação de “neurotransmissores de tensão” como é o caso da adrenalina, fazendo com que o praticante sinta-se bem, diminuindo a instabilidade emocional e aumentando a capacidade de lidar com os problemas do dia a dia de forma madura e saudável.


Cada artista marcial treina para conquistar-se, sabendo que não há verdadeiros inimigos fora da mente. Se a nossa arte marcial é o kung fu, karate, cantando ou meditação sentada, o nosso objectivo não é controlar os outros, mas para ser mestres de nossa mente e corpo. O que todos nós temos que fazer é controlar a nossa própria mente e todas as nossas emoções negativas serão banidas. Raiva, desespero, ódio, a falta de vontade de fazer as coisas serão substituídas por força mental e estabilidade.

Nos privamos de muitas coisas, a fim de treinar, mas estamos preparados para suportar treinamento duro, o tédio e a falta de tempo, a fim de aperfeiçoar a nossa arte, e alcançar o objetivo final, que é ter a vitória sobre o inimigo de nossa mente.

Nosso treinamento nos coloca em contato com o lado positivo da nossa mente, a mente que lhe permite ir, a mente que não pensa em círculos intermináveis, a mente que é espaços e fluxos.

Esta planta é uma semente de paz. Quanto mais se treina, mais ela cresce. Como o grande mestre indiano, Shantideva disse:

Como você poderia encontrar couro suficiente
Para cobrir toda a superfície da Terra?
Couro Apenas o suficiente para cobrir seus pés
É como ter o suficiente para cobrir toda a terra

Assim, sempre que você sentir raiva, tristeza ou preocupação, faça uma pausa por um momento e diga a si mesmo que não dará força a estes sentimentos . Assim que puder, treine-se fora de seu problema sem raiva ou preocupação. Você treinará uma das coisas mais difíceis do mundo, e uma das mais honrosas. Continue plantando a semente da paz.

SHIFU YAN LEI


"Amor é...
...acreditar, confiar, ajudar, compartilhar, encorajar, compreender, interessar-se, sentir, tocar, dar, orar. Amor é comunicação. Amor é uma emoção. O Amor é ardente, vivo, vibrante e caloroso! O Amor é algo que fica cada vez melhor!" 

Muitas pessoas podem lhe dizer: "Você está fazendo aquilo que o governo não faz!"
Isso não importa. Atenda a todos com excelência e foque na educação sempre! Nossas crianças não são números, são pessoas, e é isso que importa  Que a força esteja conosco e vamos em frente, pois todo dia é dia de Kung Fu! 


"Cada um de nós tem que perguntar a si mesmo, o que eu realmente quero? Eu realmente quero ser o número um, ou quero "apenas" ser feliz? Se você quiser apenas fazer sucesso, provavelmente você terá que sacrificar a sua felicidade para isso. Você pode se tornar uma vítima do sucesso, mas seguramente você nunca se tornará uma vítima da sua própria felicidade."
Thich Nhat Hanh:- Mestre Zen

TAI CHI CHUAN


Na prática do Tai Chi Chuan, e especialmente na execução dos movimentos meditativos, o envolvimento total da mente e do corpo, funcionando ambos segundo a ordem que lhes é própria, resulta num estado de coordenação total.
Isso significa que a pessoa não faz meros movimentos localizados de partes do corpo, como a mão ou a perna; nem faz movimentos sem sentido, deslocando o corpo segundo a forma correta mas sem pensar em cada movimento.
Caso alguma parte do corpo não se desloque de maneira a colaborar para a execução do movimento, ou caso o corpo execute o desenho da forma sem a participação da mente, o resultado será a confusão e a desordem...
Essa falta de coordenação perturba o livre fluxo de energia interna e, os poucos, vai reduzindo a consciência da circulação do Ch'i e o desenvolvimento do Ch'i fica enfraquecido... ( Waysun Liao)
Todo dia é dia de....太 極 拳

MEDICINA PREVENTIVA - MEDICINA TIBETANA


A Dra. Lhumpo, especialista em medicina preventiva na cidade indiana de Dharamsala (sede do Governo Tibetano no exílio; e onde vive o Dalai Lama) palestrou sobre como a medicina Tibetana se utiliza das práticas contemplativas como parte essencial da prevenção em saúde, e diz: “divulgar isso é muito importante, com tantos resultados claros a favor dessas práticas simples e de baixíssimo custo, as pessoas no ocidente em geral, (e no Brasil em particular, que necessita tanto de medicina preventiva) deveriam estar fazendo fila para aprender esse tipo de prática”.
veja a matéria: http://www.saopaulotimes.com.br/sp/as-marcas-de-uma-novaciencia/

A VISÃO TIBETANA PARA AS DOENÇAS CRÔNICAS


 VEJA A MATÉRIA AQUI: http://namu.com.br/materias/visao-tibetana-para-doencas-cronicas

CABALA: VALORIZE SUAS ASPIRAÇÕES




"É o egoísmo que exige conquistas”, diz o Talmude, um registro de discussões rabínicas

Para a cabala, comemorar conquistas tem raiz em um comportamento egoísta
Para a filosofia cabalística, somos egoístas quando buscamos realizações que satisfaçam somente as necessidades pessoais. A aproximação com o divino viria com a perda do egoísmo. A partir do momento em que assumimos comportamentos altruístas, ou seja, que visam a necessidades externas em prol de outros, estaríamos cumprindo a vontade de deus.

Essa linha de pensamento pode ser bem traduzida pela frase "O aspecto mais importante de uma pessoa são suas aspirações e não suas conquistas, porque é o egoísmo que exige conquistas”, presente no Talmude, um registro de discussões rabínicas que englobam leis, ética, costumes e a história do judaísmo.

O Talmude indica como cada pessoa deve viver sua vida e interpretar os ensinamentos da Torá, antigo testamento judaico. Os mestres da cabala também seguem os princípios da Torá, tomando-a como o caminho para a eternidade.

OS PROBLEMAS MUSCULARES QUE NOS ATINGEM NA ERA DIGITAL TÊM ORIGENS EVOLUTIVAS MUITO ANTIGAS



Sempre que recebo clientes com dores na cervical ou na lombar elas me contam a mesma história: “acordei assim, não fiz nada de diferente”. Esse processo começa muito sutil durante o nosso dia. É a forma como você senta, deita e dorme. É o grau de estresse que sofre o dia inteiro. É o seu completo desconhecimento do seu corpo e dos milhões de sinais que ele envia a todo momento dizendo que você está sentado errado ou trabalhando demais. Tudo isso que faz você acordar “do nada” de pescoço travado.

Uma das razões para esse tipo de dor ser tão popular está na nossa biologia evolutiva. Em um programa de TV do mundo animal onde um leão ataca a presa, pode-se notar que o alvo que a fera busca é sempre o pescoço. Isso ocorre porque é certo o sucesso da caçada se o predador conseguir desconectar o corpo da presa de sua mente. Um corpo sem cérebro é um corpo morto! Sem o cérebro comandando impulsos para o corpo fugir, nada mais acontece, o que não ocorre se ele for capturado pela perna, por exemplo.

Impulsos primitivos

É no nosso cérebro reptiliano (localizado na base do crânio junto ao pescoço, a mais primitiva parte do nosso cérebro humano) que está armazenada essa memória de medo e ataque. Graças a esses impulsos primitivos sobrevivemos para nossa evolução no mundo animal. Mas o grande problema de estresse hoje em dia também está associado a esse instinto. Não moramos mais na selva, não encontramos leões a cada esquina, porém nosso cérebro não consegue perceber a diferença entre um perigo real e um imaginário. Aquele carro que cruza a sua frente ou o chefe nervoso cobrando seu trabalho é interpretado com o mesmo perfil de milênios de evolução. A resposta do seu corpo a essa ameaça é a mesma da gazela fugindo: contrair os músculos do pescoço numa tentativa de escondê-lo e minimizar um golpe.

Sentimentos e Anatomia

Não quero abordar aqui o assunto de forma técnica. O importante para a maioria das pessoas é perceber que o estresse, que é um instinto de sobrevivência da espécie, na nossa rotina diária desencadeia os sentimentos de medo e raiva. E medo e raiva estão localizados bem nessa região cervical. O medo contrai esses músculos atrás do pescoço e ombros. Já no movimento da raiva são mobilizados os músculos do maxilar e laterais do pescoço. Faça o teste, exagere a postura de um animal raivoso rosnando. Passe seus dedos pelo pescoço e face e perceba as áreas que estão rígidas. Provavelmente ao se tocar notam-se áreas doloridas. É a expressão corporal da sua raiva. E o acúmulo dessa tensão pode chegar até os casos de bruxismo, tão comuns hoje em dia: as pessoas rangem os dentes à noite desencadeando uma série de problemas.

Na vida moderna, além do estresse, essa dor comumente está conectada a dores no dedo médio da mão direita, pulso e ombro. É a posição adotada para a movimentação do mouse durante o dia inteiro de trabalho no computador, que tensiona todo o braço direito. A postura necessária para uma boa movimentação da mão força seu corpo a contrair o pescoço elevando o ombro e firmando o braço. Suas mãos ficam bastante leves e ágeis, mas a consequência é um excesso de tensão nos ombros e pescoço.

E a nova geração de eletrônicos está transformando a forma como estamos digitando. Os tablets, com suas telas touchscreen, jogaram toda a tensão de digitação de suas mãos a apenas um movimento de indicador da mão direita.

Nesse caso, valem todas as dicas de ergonomia, que você pode acessar em vários sites. Eu destacaria o apoio de pulsos e cotovelos e a tela do computador na altura dos olhos, para não ficar olhando para baixo. Outra dica que dou é alternar o uso do mouse com a mão esquerda. O que a princípio pode ser desconfortável, com um pouco de prática se torna uma ferramenta até bem útil, liberando a mão direita para digitações.

Alongamentos diários simples e exercícios musculares (yoga, tai chi ou pilates) vão proporcionar aos seus músculos o relaxamento e fortalecimento necessário para sustentar sua postura o dia inteiro.

A massagem é um grande aliado nesse processo para soltar a musculatura tensa da região. Mas um trabalho completo envolve terapia para perceber essas emoções, corrigir e dar consciência postural durante o dia, e envolve também adicionar à sua vida uma “válvula de escape”, alguma atividade que proporcione ao seu corpo um momento de relaxamento e prazer.

Como o assunto de dor cervical é complexo e interdisciplinar, por enquanto vou me limitar a essas dicas. Pois com essas pequenas mudanças você já poderá ter uma melhora na sua qualidade de vida. A seguir estão os meus “top 5” para uma boa coluna:

Terapia de autoconhecimento para trabalhar as emoções

Você só vai se livrar das tensões causadas pelo medo depois que aprender a reconhecer o medo em você. A maioria das pessoas nem sequer sabe que são ansiosas até terem uma gastrite, ou que são nervosas até terem um infarto!

Autoconhecimento é a palavra que está faltando à humanidade. E aí vale tudo: terapia freudiana, jungiana, reichiana, humanista, transpessoal, psicodrama. O importante é que você entenda como você pensa e sente.

Massagem relaxante e quiropraxia

Meu quiropata diz que da mesma forma que alinhamos e balanceamos um carro com regularidade, também precisamos nos alinhar. Afinal, quem nunca cochila no sofá ou acorda com o pescoço dolorido após uma viagem? E a coluna vertebral é o eixo central por onde passam todos os comandos do seu cérebro, dizendo para o intestino funcionar, para a digestão ocorrer de forma correta, etc. Para entender isso, visualize uma mangueira de água que você pisou em cima. Ela vai diminuir o fluxo da água no final. E se nossa coluna não está alinhada, os impulsos elétricos também não têm sucesso em chegar ao órgão necessário.

Já a massagem relaxa, solta os músculos, acalma os nervos. Durante uma sessão o terapeuta pode perceber onde você está colocando suas tensões e aí compreender suas posturas do dia a dia. Além disso, a pele é um órgão que tem contato direto com o cérebro. O mesmo grupo de células que forma o sistema nervoso durante a formação do embrião também forma a pele. Então, tocando a pele do paciente o terapeuta está acalmando o seu cérebro.

Consciência corporal para uma boa postura (yoga, tai chi, pilates ou RPG)

Sua coluna está mais para uma pilha de bloquinhos de jogo de montar do que para um pilar de concreto de sustentação. São os músculos paravertebrais e abdominais que a mantêm firme, alinhada, porém, flexível. Então, exercícios que fortaleçam esses músculos são importantíssimos para a correta postura. E nesse quesito eu indico esses quatro tipos de prática: yoga, tai chi, pilates e RPG.

Hobby: quanto mais estresse negativo, mais prazer você precisa ter

O dia inteiro você passou pensando em problemas, dando ao seu corpo descargas e mais descargas de adrenalina (estresse). Nosso corpo é uma máquina e precisa de descanso e manutenção, como qualquer uma. Se você leva uma vida de muito estresse dê ao seu cérebro a mesma quantidade de endorfina (prazer). Equilíbrio é a palavra-chave na nossa vida. E não precisa sair de férias para se sentir bem. Você pode simplesmente ouvir uma música que goste, ler um livro, sair para caminhar com o cachorro, encontrar os amigos, parar para olhar as flores do seu jardim. Coisas simples do cotidiano que nutrem o corpo e a alma, mas que na nossa rotina deixamos de lado.

Meditação para uma mente mais tranquila

A ciência vem pesquisando os benefícios que uma mente tranquila traz ao corpo. Como me ensinou minha primeira mestra em meditação: medite para que você não seja fonte de sofrimento nem para você nem para os outros.

Deixo aqui uma referência para quem ainda não se convenceu: Neurofisiologia da meditação, de Marcello Árias Dias Danucalov e Roberto Serafim Simões.

Assim como o corpo físico pode ser moldado por dietas e estilo de vida, podemos também treinar a mente para cultivar atitudes mais equilibradas. Assim, a mente se torna domada e disciplinada. Isso eleva o nosso ser a um estado de potencial humano maior para agir no mundo com compaixão e bondade.

Experimente!

A RESPIRAÇÃO QUE É O PULSAR DE NOSSO CENTRO DE ENERGIA VITAL Corpo e Mente - Respiração Chi kung



Técnica tradicional chinesa está relacionada ao cultivo da longevidade

A chamada respiração da raiz não se faz com os pulmões, mas com a pulsação da região do umbigo
A respiração da raiz, também chamada de respiração pré-natal ou respiração fetal, é uma técnica dos antigos sábios chineses para o cultivo da energia vital. Diferencia-se das técnicas convencionais por ter um princípio que prioriza a circulação da energia através de movimentos que vão além da respiração pulmonar.

Estimula-se a pulsação física na região do umbigo, promovendo um movimento delicado, lento e ritmado. A pulsação ocorre com a respiração natural e espontânea, em um estado semelhante ao do bebê no útero, levando ao “retorno à origem fetal”, isto é, o movimento e a energia vital retornam à raiz da vida (umbigo).

Desde a existência dentro do útero, a respiração acontecia além dos pulmões. O feto se nutria e respirava através da mãe. Era a respiração pré-natal. O equilíbrio pleno da criança.

A partir do momento que o cordão umbilical é cortado a respiração torna-se pós-natal, continuando a pulsação viva na região do umbigo, a região do ventre permanece estimulada. O movimento da barriga do recém-nascido faz com que o diafragma suba e desça, ativando o pulmão para receber o oxigênio que o corpo necessita e massageando os órgãos e as vísceras (importante para conservar a vitalidade do organismo). Sua vitalidade está plena.

Respiração encurtada

Ao longo da vida a respiração começa a subir, a se encurtar. A distância entre o nariz e o local que movimenta a respiração encurta, se desloca para cima até chegar à altura do pulmão (na meia idade), depois sobe à garganta (na idade avançada), ficando mais distante de sua origem (umbigo). Conforme a distância aumenta, reduz-se a movimentação de todos os órgãos e vísceras, resultando em uma perda de vitalidade.

Segundo a medicina tradicional chinesa, a respiração não está limitada aos pulmões; a pele, os órgãos e as vísceras pulsam sutilmente contribuindo de forma energética e física.

Nascemos com uma quantidade de energia pré-natal definida por fatores hereditários genética e energeticamente. Esta energia deverá ser conservada durante toda a trajetória de nossa vida, mas ela é gasta e dispersada no dia a dia de forma lenta e imperceptível.

Uma maneira de conservá-la e de readquiri-la são os treinos de energia da respiração da raiz, que têm a função de estimular a saúde, fortalecer o corpo, o espírito, e obter a longevidade.

O treino

Após treinar diariamente por um determinado período, o praticante eventualmente sentirá calor na região do umbigo. A partir daí, pode sentir o calor se espalhar para o corpo inteiro, trazendo inúmeros benefícios para a saúde.

O ponto de origem fetal (raiz) se posiciona aproximadamente 5 cm para dentro e para baixo, a partir do umbigo. A região do baixo ventre é como se fosse o gerador – a fonte da vida – da capacidade de respirar, da circulação, da digestão, da evacuação e da reprodução, entre outras.

Se o baixo ventre estiver fortalecido, a raiz será mais resistente e, consequentemente, a essência (energia ancestral herdada dos pais) e a energia vital poderão estar em plenitude.

A respiração da raiz pode também harmonizar a respiração pulmonar, levando-a ao estado natural, propiciando um estado de equilíbrio e serenidade. É um treino básico para quem medita, pratica artes marciais internas, faz atendimentos terapêuticos, ou apenas deseja mais longevidade com vitalidade.

Respiração tranquila, mente calma Corpo e Mente - Respiração Pranayama



A respiração é a chave que permite controlar as oscilações emocionais

Existe uma certa parábola budista que diz mais ou menos assim:

Certa vez um guerreiro estava passeando pela floresta e encontrou um grande mestre meditando sob uma árvore. Dirigiu-se a ele e lá chegando apresentou-se e disse:

– Mestre, se me permite a intromissão, gostaria de perguntar: o que são realmente o inferno e o céu?

O mestre abriu seus olhos, de repente, e começou a despejar uma torrente de insultos e impropérios na direção do guerreiro, que passou rapidamente da surpresa à fúria e, sacando sua espada, estava prestes a decapitar o velho mestre quando este disse:

– Isto é o inferno.

Ao voltar a si e perceber o que a raiva quase o fez fazer, o guerreiro jogou sua arma ao chão e ajoelhou-se, chorando, pedindo perdão ao monge por quase tê-lo matado. Ele o perdoou instantaneamente, o que fez o outro muito grato e sorridente. Então, o velho emendou:

– E isto é o céu.

O poder da mente

Se isso fosse um conto da carochinha, ao final haveria uma moral da história mais ou menos assim: "Se você não pode achar a paz dentro de si, não a encontrará em lugar nenhum".

O fato é que não importa onde estejamos – ou com quem –, em última instância, quem ditará se a situação é ou não desagradável será nossa mente. Há dias em que nem mesmo um engarrafamento de três horas pode nos tirar do sério, enquanto em outros basta o elevador demorar 15 segundos e já estamos lá, socando o botão.

A vida é assim mesmo? Será que nos resta sermos escravos dos nossos humores?

Em princípio pode parecer que sim. Se tem uma coisa sobre a qual não temos controle é o que vai aparecer pela nossa mente, e quando.

Krishna diz a Arjuna, seu discípulo, no capítulo 6 do Bhagavad Gita (livro clássico da tradição do Yoga) que "verdadeiramente, a mente é instável, tumultuosa, poderosa e obstinada… Considero que dominá-la é mais difícil que controlar o vento!".

Possibilidades

Mas é claro que não podemos simplesmente ser jogados de um lado para o outro, balançando segundo os humores. Caso contrário, agiremos sempre impulsivamente, e embora não cheguemos a extremos como o amigo guerreiro da história acima, às vezes teremos essa vontade. Não fazer simplesmente o que nos dá na veneta é importante para o convívio social. E para o praticante de Yoga, que é sempre um aspirante a meditador, saber navegar as ondas mentais é ainda mais importante.

Mas se o próprio mestre Krishna já disse que é mais fácil tentar prender o vento, como vamos nos meter a controlar logo a função mais sutil de todo nosso ser, que é a nossa mente?

O truque não é tentar controlar o que vem a sua cabeça ou não, mas saber a quais pensamentos dar corda e a quais não. Isso caracteriza uma faceta de śaucam ou a pureza (no caso, mental) de que nos fala o mestre Patañjali em sua mais célebre obra, os Yoga Sutras, do séc V a.C.

Nesse trabalho ele nos lista dez comportamentos, lá chamados de yamas e niyamas, cujo real objetivo é tornar a mente um terreno mais fértil para a meditação e as práticas espirituais, como o Yoga. Mais à frente, ele nos fornece uma outra pista de como podemos atingir a mente, através de um meio que conhecemos bem – a respiração. Isso é o que vai caracterizar o objetivo mais alto da prática do prāṇāyāma.

Respire sua paz

Não é difícil perceber que existe uma relação muito estreita entre nossos estados mentais e a respiração. Não é difícil reparar, por exemplo, que quando estamos excitados ela fica acelerada e curta; quando assustados, respiramos incerta e pesadamente, ou mesmo retemos o ar sem perceber.

Podemos, a partir desse princípio, seguir o conselho do mestre Patñnjali e tentar equilibrar prāṇa e apāna, ou seja, tornar inspiração e expiração equivalentes em intensidade, som e duração. E o efeito é quase imediato.

Se, deliberadamente, fazemos da nossa respiração calma, consciente e compassada, isso sugere a mente um ar sereno. Esse ponto é reforçado pelo fato de que, quando respiramos dessa maneira, estamos fixando a atenção no momento presente.

Isso é importante pois as raízes da incerteza e a ansiedade estão presas no futuro, e as bases da autocrítica e do arrependimento estão ancoradas no passado. Estando no aqui e agora, podemos apreciar a paz de estar em nossa própria companhia. De quebra, abrimos as portas para duas das mais prezadas qualidades de um Yogi, segundo a tradição do Vedanta, filosofia hindu baseada nos Vedas, antigas escrituras de mesma origem: a tranquilidade e a capacidade de foco da mente.

Se a mente é a nossa principal porta para perceber o mundo, precisamos dela o mais objetiva possível para podermos lidar da melhor forma com nossos problemas diários.

Respirar bem, portanto, não é só uma questão de saúde física como podemos ouvir por aí de nossos médicos. É um bálsamo para o nosso dia a dia, que se torna cada vez mais essencial à medida que sentimos o benefício imenso de ter uma mente mais tranquila e focada. E isso não precisa ser feito somente durante uma aula de Yoga.

Atividades como corrida ou natação, por incentivarem a sincronia entre movimento e respiração, são excelentes meios de se entrar em contato com esse aspecto, digamos, "pré-meditativo" do ato de respirar. De outra forma, é algo que podemos fazer a qualquer momento.

Já que estamos sempre respirando, por que não tentar?

TODO DIA É DIA DE DESAFIO



TODO DIA É DIA DE DESAFIO

10 dicas para inserir exercícios físicos na sua rotina de um jeito prático e simples

"Você não precisa ter dinheiro nem trajes específicos, apenas boa vontade", diz Airton Magalhães
Um dos principais fatores para o equilíbrio físico e mental é a prática de atividades físicas de forma regular. Desculpas para não transformá-las em um hábito são muitas: trabalho, trânsito, estudos, família. Todas essas tarefas do cotidiano somadas já poderiam nos ocupar por 24 horas no dia. Na semana do Dia do Desafio, 28 de maio, em que há uma mobilização internacional para conscientizar as pessoas sobre o quanto é essencial praticar exercícios, NAMU dá dicas para trazer essa mudança para a sua vida.

São recomendações de Airton Magalhães, da gerência de desenvolvimento físico esportivo do Serviço Social do Comércio (Sesc), instituição que organiza no Brasil o Dia do Desafio.

1. Procure um lugar perto e gratuito

“Você não precisa ter dinheiro nem trajes específicos, apenas boa vontade e um lugar seguro”, destaca Airton Magalhães. Procure uma praça, um parque ou qualquer espaço público propício para praticar atividades físicas próximo de sua casa, trabalho ou local de estudo.

2. Transforme em hábito

Não deixe que os diversos compromissos do dia a dia atrapalhem seu momento esportivo. Busque estímulos e lembre-se dos benefícios para corpo e mente. O importante é não desistir.

3. Encaixe a prática no horário livre

Não encaixe a atividade física em horários em que você costuma fazer outras coisas. É mais fácil adquirir um hábito novo quando ele se encaixa na rotina sem ocupar o espaço de outras atividades.

4. Procure companhia

Chame os amigos, a família e procure conhecer novas pessoas no local onde for praticar suas atividades. O esporte é um ótimo meio de socialização e esses vínculos criados representam um estímulo a mais para continuar.

5. Comece aos poucos

Não estabeleça metas impossíveis, principalmente no começo. Os primeiros dias de prática são mais difíceis. O corpo tende a ficar dolorido, mas com o tempo a falta de condicionamento é substituída pelo bem-estar.

Criar uma trilha sonora com músicas que inspiram faz aproveitar ainda mais o momento de praticar exercícios.

6. Escolha uma atividade que lhe agrade

Atividades físicas não podem ser um sacrifício, mas parte de um momento de relaxamento mental e de cuidados com a saúde. Procure algo prazeiroso. Pode ser desde seu esporte preferido até uma dança ou uma simples caminhada.

7. Não seja escravo dos exercícios

Caso você não se adapte a alguma atividade física, mude e procure outras. Se você desistiu alguma vez e se afastou da prática por algum tempo, não desanime, nem se sinta incapaz. Recomece sempre.

8. Ouça música

Crie uma trilha sonora com músicas que o inspirem e o estimulem a aproveitar ainda mais o momento de praticar exercícios.

9. Reconheça seus esforços

Após cada meta superada, estabeleça uma recompensa. Pode ser um bem material, um passeio ou qualquer coisa que premie seu esforço em se manter ativo.

10. Busque a evolução

Após pegar gosto pela prática esportiva e sentir os benefícios, procure novos desafios. Eles tendem a enriquecer nossos conhecimentos.

28 de maio é Dia do Desafio

Com o objetivo de incentivar os cidadãos para que eles tenham hábitos saudáveis e pratiquem atividades físicas, há 30 anos o Dia do Desafio busca promover a inclusão de esportes na rotina de milhares de pessoas. Organiza-se uma competição mundial entre cidades do mesmo porte.

A data foi criada no Canadá e hoje é coordenada no mundo pela Association For International Sport for All, Tafisa, e recebe apoio da International Sport and Culture Association (Isca) e da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco)

“O que fazemos é uma sensibilização. Procuramos despertar o interesse em adultos, crianças e idosos, incentivando-os a experimentar a prática uma vez, para que a partir daí possam incorporá-la ao dia a dia”, conta Magalhães, do Sesc, instituição organizadora do evento no Brasil. "A campanha é realizada em uma quarta-feira para que as pessoas reflitam sobre o fato de que se conseguem fazer uma atividade nesse dia, poderão também no resto da semana."

Ganhos físicos, emocionais e sociais

“A contribuição da atividade física se dá também no aspecto mental, com o alívio dos sintomas do estresse e, sobretudo, no aspecto social, promovendo a alegria da convivência com as pessoas”, ressalta a médica Regina Satico Omati, da secretaria municipal de saúde de São Paulo.

Os resultados das ações do Dia do Desafio proporcionam benefícios que podem ser comprovados. A cidade de Duartina, no interior de São Paulo, realizou uma caminhada na data que fez tanto sucesso que a população passou a repetir o exercício três vezes por semana. Com o tempo, a ideia incentivou cidades vizinhas. Hoje o grupo viaja uma vez por mês até um desses municípios para realizar uma caminhada regional. Já são nove cidades cadastradas e as caminhadas incluem no roteiro dos visitantes os pontos turísticos da cidade.

Exemplo que deu certo

Outro caso de sucesso é o município de Rio Negrinho, em Santa Catarina. O Dia do Desafio 2011 possibilitou, por meio de aulas abertas, o crescimento e a multiplicação de um grupo que já praticava exercícios físicos na cidade. Naquele dia, cada aluno do grupo levou pelo menos mais um amigo para a competição e, desde então, eles fazem uma aula pública de meia hora em frente à prefeitura na última quarta-feira de todo mês. Hoje a cidade tem sete grupos de exercícios, com mais de 150 participantes.

O Dia do Desafio se multiplica nas cidades por onde passa e a cada ano mais pessoas aderem à causa

Apesar do aumento de campanhas de conscientização para os cuidados com o corpo, segundo uma pesquisa do instituto Ipsos, mais da metade dos brasileiros nunca se exercitam e, entre esses, 28% citaram a falta de tempo como principal razão de não praticarem ou terem parado praticar atividades físicas.




VOCÊ É O PROBLEMA, VOCÊ É A SOLUÇÃO Filosofia Vedanta



Os Vedas, escrituras sagradas hindus, relacionam a felicidade à aceitação do que já somos

Moksha, segundo a tradição védica, é a liberação do sentir-se inadequado e incompleto
Como você classificaria sua vida, hoje? Você poderia dizer que é feliz, ou que ainda busca a felicidade? E se é feliz, o que pode perturbar essa felicidade?

Talvez você não tenha uma resposta pronta para estas perguntas e, se tentar responder, provavelmente levará um certo tempo considerando os aparentemente inúmeros fatores envolvidos no processo. "Tenho o emprego que eu queria? Tenho uma família, amigos, marido ou mulher que eu amo? Posso conseguir as coisas que desejo, como viagens, uma casa própria, segurança?" O.k., justo. É preciso pensar nessas coisas. Mas, o que isso tudo tem a ver com felicidade?

Um outro ponto de vista

É muito interessante como pensamos em felicidade em termos de aquisição daquilo que desejamos, ou de podermos nos livrar do que é indesejado. Esses desejos estão contemplados pelo que a tradição Védica chama de purusharthas, as buscas humanas por artha (segurança), kama (prazer) e dharma (princípios). Já que essa tradição tem mais de 5 mil anos, podemos perceber que não mudamos tanto assim, em essência, pois vemos que isso continua válido até hoje.

O ser humano se descobre, desde muito cedo, como um buscador e assim sai pelo mundo. A primeira coisa de que sentimos necessidade é a segurança. Talvez não seja possível construir uma vida plena se não podemos confiar que teremos um teto sob o qual dormir, ou uma certa forma de lidar com nossas necessidades básicas, o que normalmente se traduz hoje por obter dinheiro.

Uma vez livre dessa preocupação, surge o desejo pelo divertimento, pelo prazer, em qualquer forma que possamos imaginá-lo. Desde o prazer de tomar um sorvete até a satisfação de nossos desejos sexuais. Normalmente tudo que fazemos com nosso tempo livre é ocupá-lo gastando o rico dinheirinho adquirido na busca pela segurança.

Ou melhor, quase tudo, pois existem ocasiões em que não estamos fazendo nem uma coisa nem outra – estamos cumprindo nossas obrigações como pais, como cidadãos, como maridos ou esposas, etc. Isto é observar o dharma, ou seja, o seu dever, o seu papel a cumprir em determinada situação.

E é isto! Os Vedas resumiram, em três simples palavras (artha, kama e dharma), a busca de uma vida inteira. Mas ainda podemos perguntar: o que tudo isso tem a ver com a tal da felicidade?

Porto seguro

Dinheiro vem, dinheiro vai. Pessoas surgem e desaparecem. Se depositarmos o peso da nossa felicidade em cima de qualquer de nossas conquistas, ela será sempre impermanente, pois não há nada que possamos conquistar que seja infinito. E ninguém quer ser feliz só por um tempinho. Queremos ser felizes agora e pelo maior tempo possível, ou seja, para sempre.

Toda essa busca desenfreada pelas conquistas tem um outro problema. Se ganhar dinheiro fizesse as pessoas felizes, não haveria nenhum rico triste. Se ter pessoas próximas que nos amam é, de fato, o que nos torna completos, não haveria nenhum drama dentro de uma família. Em suma, se qualquer objeto, pessoa, ou situação fosse fonte de felicidade, isso deveria funcionar sempre, correto?

Mas, às vezes, as pessoas de que mais gostamos são as que mais nos irritam. Os lugares que visitamos se tornam enfadonhos e os prazeres já não satisfazem como antes. Então, talvez possamos vislumbrar que essas coisas todas, embora nos pareça o contrário, não têm nada a ver com a felicidade em si. Elas não são mais do que um canal, uma forma de contato com a sensação de estarmos completos, plenos, ou seja, felizes. Mas, se a felicidade não vem de nenhum lugar, então, como ela aparece?

Esta é uma pergunta muito melhor, e mais fácil de responder.

Você é felicidade!

Consideremos primeiro que os Vedas também previram essa questão e, na lista acima dos purusharthas está faltando um, perfazendo o total de quatro. E este último se apresenta para aquelas pessoas que arriscam fazer um questionamento como este que fizemos acima e se perguntam: se todas as conquistas são finitas, que sentido tem a vida, afinal?

Neste ponto surge então o desejo por moksha, ou liberação. Liberação daquilo que, segundo a tradição Védica, é o problema essencial do ser humano, aquele que fundamenta todas as buscas e transforma o homem num eterno buscador – o sentir-se inadequado, incompleto.

Se o questionamento feito nos indica que isso pode ser uma coisa impossível de se fazer, a boa notícia é que já está feito. Isso mesmo. Neste exato momento em que você lê estas linhas, você já é livre de todos os problemas da sua vida.

Pode ser chocante, mas esta é a proposta da tradição Védica e do Yoga – nós já somos completos e felizes por nossa própria natureza. Tudo que as conquistas e situações fazem é descortinar esse fato para nós e então a sensação de felicidade essencial vem à tona.

"Espera aí… então, não preciso fazer nada para ser feliz?"

Bom… sim e não. Não, pois, como vimos, isso já é um bem adquirido. Não há nada que você possa fazer para conseguir uma coisa que você já tem.

Mas, sim, é preciso fazer algo para que este fato fique evidente, pois, como você já percebeu, se fosse claro que o problema já está resolvido ninguém precisaria ficar projetando a própria felicidade num carro zero quilômetro. Acontece que, ao ignorarmos o fato de já sermos plenos e felizes por natureza, nos identificamos com o corpo físico e a mente. E quando eles sofrem, nós sofremos.

O objetivo do Vedanta é destruir essa ignorância e fazer evidente este ser pleno que já somos. Enquanto isso não acontece, há uma coisa bem prática que podemos fazer – evitar projetar a felicidade numa pessoa ou objeto.

E em cada falha, em cada quebra de expectativa, tentar ver o mundo como ele é e não como esperamos que fosse.

Ter um olhar objetivo sobre a realidade é um passo muito importante na conquista do autoconhecimento que, este sim, nos dará a felicidade que tanto buscamos.